POV LIANNAO escritório do advogado cheirava a café velho e papel.Era um cheiro neutro, técnico, quase cruel, porque ali não havia espaço para medo, só para fatos. E fatos não se compadecem de ninguém.O meu advogado folheava os documentos com uma calma irritante, como se minha vida não estivesse inteira ali, empilhada em folhas.— Doutora Lianna… — ele começou, sem levantar os olhos. — Vou ser direto.Meu estômago se contraiu.— Prefiro assim.Ele assentiu, finalmente me encarando.— A medida cautelar solicitada pelo senhor Adrian foi… precipitada.Fechei os olhos por um segundo.— Eu imaginei.— Não é que esteja errada em essência. — ele continuou. — Há indícios de perseguição, sim. Fotografias, mensagens veladas, presença constante. Mas o problema não é o que foi feito. É quem fez.— Ele não deveria ter feito isso. — murmurei.— Exatamente. — Henri disse. — Para o tribunal, isso abre margem para uma narrativa perigosa: a de que você está sendo influenciada por um terceiro com inte
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