Narrado por LyandraAo entrar no quarto dele, o perfume dominante invadiu meus sentidos novamente. A mesma fragrância amadeirada, mas desta vez sem o véu do terror agudo de antes. Meu olfato, mais calmo, captou outras nuances: couro limpo, um traço de sabão masculino e, por baixo, o aroma puro e inconfundível dele – calor, poder, algo selvagem e contido. Era estranhamente reconfortante e, ao mesmo tempo, profundamente perturbador.Fiquei parada no centro daquele espaço vasto e escuro, perdida. Durante todo o tempo desde que ele me arrancou da Guatemala, minha única defesa tinha sido a palavra: a grosseria, o sarcasmo, a resistência verbal. Mas agora, na privacidade opressiva de seu santuário, as palavras haviam me abandonado. Estava ali, imóvel, vermelha, consciente de cada batida acelerada do meu coração.O pior – ou o mais eletrizante – veio quando ele começou a se despir. Com movimentos deliberadamente lentos, tirou o casaco, depois desabotoou a camisa, uma fivela de cada vez. A lu
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