Cap.81 (POv. Katleia)Eu nunca soube que o corpo humano era capaz de suportar tanta voltagem sem entrar em combustão. Minha respiração era um som estrangeiro aos meus ouvidos, um chiado áspero de alguém que acabara de correr uma maratona através de um campo de chamas. Eu ainda estava ali, inclinada sobre a frieza implacável da pia de mármore, sentindo cada músculo das minhas costas e pernas protestar. O mármore roubava o calor da minha pele, mas por dentro, eu era puro magma.Minha mente tentava processar o que acabara de acontecer, mas a lógica fora varrida pela intensidade de Átila. Eu sentia uma dor, uma dor nova, profunda, localizada onde ele me invadira com tanta força, mas era uma dor boa. Uma dor que servia como prova de que eu estava viva, de que eu pertencia a alguém que me desejava com uma fúria que nem eu compreenderia.Átila não me deu descanso. Eu sentia o membro dele, ainda impossivelmente duro e quente, roçando na minha região íntima, um lembrete pulsante de que a fo
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