Cap.147O que ele viu ao empurrar a porta do VIP 3 o paralisou por uma fração de segundo.Era um campo de batalha em miniatura. Vidro espalhado por todo o chão, manchas escuras de líquido alcoólico, dois homens no chão contorcendo-se — um segurando o rosto ensanguentado, outro o estômago — e Montenegro de pé, segurando um candelabro quebrado, com um corte aberto na testa.E, no centro do caos, em cima do sofá, de pé como uma fúria anciã, estava Selene.Seu colete estava rasgado no ombro, o cabelo despenteado caía sobre o rosto pálido e manchado de lágrimas de raiva.Na mão, ela segurava o caco afiado de uma garrafa como uma adaga, apontando para Montenegro, o peito subindo e descendo em arfadas descontroladas. Seus olhos, por um segundo, eram puro pânico animal.Então, eles encontraram os dele.A fúria e o medo desmoronaram. O caco de vidro caiu de seus dedos amortecidos, estilhaçando-se no chão já coberto de fragmentos. Seus olhos encheram-se de lágrimas limpas, de um alívio tão prof
Ler mais