340. O ENIGMA
AMET:O deus Anúbis parecia processar minhas palavras enquanto sua forma gigantesca dominava a cena. Sua sombra nos cobria a ambos, como se estivéssemos presos sob o manto da noite mais escura. Seus olhos, ardentes e impiedosos, pareciam penetrar até o mais profundo do meu ser. Por um momento, senti o frágil pano que mantinha Sobek preso dentro de mim se rasgar um pouco mais. A força daquela besta era um rio transbordante, rugindo com ferocidade. Era um lembrete constante do que eu era capaz de fazer e de desencadear.O avô, transformado em Upuaut, deu um passo à frente, enquanto o próprio ar ao seu redor parecia pulsar com a energia do círculo. —Assim é, e ele está fazendo com que nossa Lua faça coisas muito más —explicou o avô—. Por isso precisamos de sua ajuda, meu senhor. —Upuaut, sempre com suas palavras rebuscadas. Deixe-me falar com Sobek, que nos entendemos melhor —respondeu Anúbis, sem desviar aquele olhar incandescente de mim—. Sobek, onde está a deusa desterrada, a bruxa
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