Marlon Daleste — fala comigo irmão! Não me assusta desse jeito porra… Tu não pode morrer… _ Ele diz batendo no meu rosto e o barulho de mais de um helicoptero chegando, e sirenes vão aumentando… Braddock — Vamos tirar dele daqui porra! Põe ele no carro… Vamo levar ele no médico no caminho… _ Diz me pegando no braço, e a dor vai se alastrando, minha voz não sai pois meu corpo começa a querer paralisar… O sangue continua escorrendo, sinto o gosto metálico na boca, cada tossida me rasga por dentro. Braddock dirige com as mãos trêmulas, acelerando sem olhar pra trás. Eu tento manter os olhos abertos, mas a visão embaça. O corpo inteiro pesa, como se fosse desligar a qualquer momento. Só penso em segurar mais um pouco pra não apagar… Não posso morrer aqui. Minha mulher e minha filha precisam de mim… O carro arranca e eu sou jogado contra o banco, tentando segurar a dor que não dá trégua. Daleste está ao meu lado, a mão firme na minha barriga, pressionando pra estancar o sangue e tenta
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