POV Elise O silêncio da nossa casa no Jardim Europa era diferente do silêncio da mansão. Aqui, as paredes ainda estavam aprendendo a nossa história. Voltamos da serra com o carro carregado de mimos da Amara e uma promessa silenciosa de que as coisas mudariam. Mas, ao cruzar o hall de entrada e ver o painel de segurança de última geração brilhando na parede, senti o aperto no peito retornar. Dominic subiu as escadas com as malas, os passos medidos, a mente claramente voltando para o modo de "fortaleza". Eu o segui até o nosso quarto. — Vou verificar os filtros de ar e a temperatura do berçário antes de descermos para o jantar — ele disse, sem olhar para trás, a voz já revestida por aquela frieza analítica que me afastava. — Dominic, pare. — Minha voz não foi um grito, mas teve o peso de uma sentença judicial. Ele parou com a mão na maçaneta, os ombros tensos. Lentamente, ele se virou. O rosto que, horas atrás, sorria para a pequena Olívia, agora estava nublado por uma preocupação
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