Lysandro ficou parado no quarto, sem acreditar em tudo o que estava acontecendo, enxugou os olhos marejados e decidiu não insistir naquele momento. Foi sentar na cama, ficou olhando fixamente para a parede, sentindo o vazio dentro de si apenas crescer.Lia chegou a abrir o portão, a porta, e repensou nas coisas duras que disse, saiu no quintal, fechou o portão e voltou para dentro, entrou ouvindo a televisão. Ao parar na porta do quarto, o viu deitado na cama, virado de lado, como se fosse dormir. Lia falou, desconcertada:— Lysandro?Ele se moveu rápido, surpreso, levantou a cabeça para vê-la:— Oi, não conseguiu abrir o portão?Ela já estava mais calma, ficou com pena dele, se aproximou triste, parou na beirada da cama:— Eu só queria me desculpar, acho que fui extremista e grossa demais, eu não gosto de ser assim.Ele se virou, deitando de barriga pra cima, cético:— Você está no seu direito. Afinal, eu te magoei, usei, decepcionei.— Eu te entendo e concordo, vai ficar melhor long
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