60SOLNo palco, cantando, eu me sentia confortável. Eu podia, por alguns minutos, esquecer tudo, todos, ele. Os malditos olhos verdes.No final da música, vejo Luana entrar, bem arrumada como sempre. Nada abala essa mulher impecável, ainda jovem, ainda deslumbrante. Ela senta e espera pacientemente eu acabar. Nos olhamos, e ela me segue para trás do palco, onde começo a pegar minhas coisas para fugir dela.— Não precisa fugir, filha. — Ouço sua voz.— Não me chama de filha!— Ok.— Ótimo.— Só me ouve pela última vez.— Promete que será a última?— Sim.— Fala, Luana. — Solto minhas coisas e presto atenção na mulher que me enganou, usou, que fez nascer minhas inseguranças, foi minha amiga e inimiga.— Eu não vou me fazer de vítima, quis minha vingança e fui atrás dela sem prestar atenção em quem eu machucava, em quem eu matava — declara e sua voz morre, meus olhos queimam, mas me mantenho firme, ela não me veria chorar. — Eu, um dia, mesmo que você não acredite, amei seu pai e nossa f
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