Cap 43. Sem direto de amar
Sozinha, o silêncio ganhou outra dimensão. Sophia permaneceu sentada por alguns segundos, sem se mover. A mão subiu até a barriga de forma automática, os dedos deslizando devagar sobre o tecido, num gesto que já não era só hábito. Era necessidade. — Eu não vou deixar tirarem você de mim… — a voz saiu baixa, quase sem forças. Os lábios tremeram por um instante. — Eu prometo, minha pequena… Aurora, a mamãe fará qualquer coisa para ficar ao seu lado. Sophia fechou os olhos devagar, e as lágrimas vieram sem resistência, escorrendo em silêncio, sem tentativa de conter. Quando o advogado voltou para a sala, encontrou Sophia exatamente como havia deixado. Sentada na mesma posição. Ela levantou o olhar assim que ele entrou, e havia expectativa ali, contida, mas impossível de esconder. O advogado retomou seu lugar com tranquilidade, abriu a pasta mais uma vez, mantendo os olhos sobre as páginas por um segundo antes de fechá-la de vez. — Senhora Bennett… — começou, com a voz firme,
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