ANNELISSE DE FILIPPIEstávamos no terraço da casa de Lucien. As luzes eram suaves, o céu estrelado sobre nossas cabeças, e o silêncio só era interrompido pelo canto dos grilos. Já haviam passado quatro dias desde que meus pais chegaram, e a verdade… eu sentia falta da minha liberdade. Poder ver Silvano e beijá-lo quando eu quisesse. Justamente naquele momento, ele estava no escritório com meu pai e Lucien conversando, e meu estômago se revirava.Kate, minha mãe, estava ao meu lado com uma taça de vinho na mão. Estava linda, forte. Esse tipo de mulher que viveu um inferno e, mesmo assim, sorri como se tivesse dançado nele sem se queimar.—Você gosta de vinho? —perguntou de repente.—Não tanto quanto você —sorri, nervosa, atenta ao que estava acontecendo naquele escritório.Ela riu baixinho. Apoiou a taça e se virou para mim.—Então me diga… o que te preocupa mais? Que seu pai o mate ou… que você esteja apaixonada por um mafioso?Eu congelei.Mamãe estreitou os olhos como se pudesse me
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