FashanAcordei com o corpo inteiro tomado pela dor, como se cada parte de mim tivesse sido atingida de uma vez só. Era sempre assim. Durante o sono, a mente desligava o suficiente para aliviar, mas, ao despertar, a realidade vinha de forma brutal, lembrando cada golpe, cada impacto. Tentei me mover, apenas para perceber que não tinha força suficiente nem para me levantar. Desisti e permaneci imóvel, encarando o teto, deixando o tempo passar sem pressa, como se aquilo fosse a única coisa que me restava fazer.Fiquei assim por um longo momento, até ouvir o som da porta sendo aberta.Aisha entrou com uma bandeja nas mãos. O cheiro da comida chegou antes dela se aproximar, mas não trouxe conforto. Quando nossos olhares se encontraram, não houve suavidade alguma. Nenhum sorriso, nenhum gesto de alívio. Ela colocou a bandeja sobre a cômoda com cuidado controlado demais, como se estivesse contendo algo dentro de si. Em seguida, cruzou os braços e caminhou lentamente até a cama, parando ao me
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