AishaFiquei deitada sobre os lençóis de seda, olhando para o teto iluminado pelos reflexos suaves das luzes da cidade que atravessavam as enormes janelas do quarto. Meu corpo ainda carregava o calor do que tinha acabado de acontecer, e eu simplesmente deixei os olhos se perderem ali, respirando devagar, sentindo cada detalhe do meu próprio corpo reagindo ao toque dele. Não havia culpa, não havia vergonha, e muito menos arrependimento. Eu gostava daquilo. Gostava da intensidade, do controle, da forma como ele conduzia tudo sem precisar pedir permissão. E antes que qualquer pessoa resolvesse julgar, eu já sabia exatamente o que diriam, mas não fazia diferença. Eu conhecia meus limites, conhecia meus desejos, e, acima de tudo, sabia que aquela entrega era escolha minha.Fashan se deitou ao meu lado com a mesma tranquilidade de sempre, passando os dedos lentamente pelos meus cabelos, como se aquilo fosse um gesto automático, quase instintivo. Havia algo contraditório nele. Um homem que
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