SAHIR A reunião estava prestes a começar e, externamente, eu parecia absolutamente sereno. Por dentro, porém, cada pensamento era calculado com frieza cirúrgica. Eu já havia avisado Pashir sobre a possibilidade de precisar levar Khandra como testemunha, porque conhecendo Viyan, eu sabia que ela tentaria sustentar a acusação até o último segundo. Antes de sair da cobertura, garanti que Maisha tivesse tomado os medicamentos, ajudei-a no banho com o máximo de cuidado possível e pedi que Maria permanecesse ao lado dela para auxiliá-la a se vestir. Fiz questão de preservar a dignidade dela, mantendo distância suficiente para que se sentisse segura, ainda que eu estivesse ali por perto. Tudo ocorreu de maneira tranquila, quase doméstica demais para a tensão que se acumulava do lado de fora daquele apartamento luxuoso no centro de Dubai. Eu tinha organizado tudo: Khandra ficaria com ela durante a noite, e, caso precisasse se ausentar para comparecer
Ler mais