BERNARDO:Enquanto Amara cuidava dos últimos ajustes do casamento, meu telefone tocou. Disse a ela que era uma ligação de trabalho, mas assim que atendi, percebi que o tom era outro. Meu amigo não perdeu tempo com rodeios:—Sua avó passou mal, Bernardo... Ela está indo para o hospital.Meu coração congelou.Tentei manter a calma, mas minha mente estava em caos. O caminho até o hospital parecia interminável, cada semáforo uma eternidade, cada segundo um peso. Meu amigo dirigia, falando algo que eu mal conseguia escutar. Eu estava ali, no banco ao lado, mas minha cabeça estava muito longe, com minha avó.Ela sempre foi uma mulher forte, mas nos últimos tempos, sua saúde havia piorado. Os médicos disseram que era insuficiência cardíaca, e eu sabia que ela estava frágil. Mesmo assim, eu nunca quis pensar que esse momento chegaria. Ela sonhava em me ver casar, e esse desejo me pesava no peito agora, mais do que nunca. O medo de perdê-la, de não realizar o que ela mais queria, me su
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