Miranda Newman Duas horas depois eu estava pronta novamente. Ou quase. O céu ainda permanecia escuro quando encarei meu reflexo no espelho do alojamento da agência pela última vez. O vestido preto curto moldava meu corpo na medida exata entre elegante e imprudente, perfeito para o papel que eu precisava desempenhar naquela noite. Ou manhã. Seja lá o que fosse aquilo. Prendi uma faca pequena na lateral da coxa, ajustei a pistola compacta nas costas e escondi outra arma menor dentro da bolsa. Checagem completa. Minha pulsação permanecia estável, mas minha mente ainda voltava involuntariamente para a enfermaria. Para Dominic sangrando. Para o susto absurdo que senti ao vê-lo ferido. Aquilo me irritava profundamente. Porque significava que eu estava começando a me importar demais. E me importar demais dentro daquela profissão era exatamente o tipo de erro que destruía agentes. Respirei fundo afastando o pensamento. Foco, Newman. Quando atravessei o corredor subterrâneo da
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