Uma Moderna Ceo: Tempestade Tropical
Uma Moderna Ceo: Tempestade Tropical
Por: Roberta Del Carlo
Prólogo

Jantar no restaurante Terraço Itália- SP

O restaurante que frequentaram juntos, agora ficaria apenas nas recordações. Na mente e no coração daquela mulher.

Aquele espaço foi tudo o que os dois amantes precisavam para terem a companhia um do outro no final do dia e sem os olhares curiosos.

Dinah tinha uma aparência tranquila mesmo sabendo como tudo iria terminar, era uma despedida.

Ele iria deixá-la.

— Então, eu posso ir mesmo?

— Você é livre, sempre foi e nunca neguei isso – Ela conseguiu sorrir após saborear o vinho predileto de Benicio, mas por dentro, o seu coração gritava para aquela ideia ser adiada.

O olhar de Benicio, carregava um misto de surpresa e confusão, porém o seu tom de voz era firme.

— Você me deu tanto durante esse tempo e aprendi tanto ao seu lado.

— Você quase correu de mim.

— Sim. Eu corri e voltei e não me arrependi.

— Fico feliz. E agora está pronto, pode seguir o seu caminho… Aquele último comercial é um grande sucesso.

—Tudo está acontecendo e é incrível – Ele a analisava, os olhares não se encontravam, ela não permitia — Você poderia aceitar aquele convite da exposição que a minha agência está cuidando, na próxima semana – insistiu.

— Sabe como é a minha agenda, mas quem sabe eu apareça – ela respondia quase que pausadamente já que por dentro gritava:

Vá embora logo!

— Você está linda esta noite, aliás todas as noites e os dias...

O sorriso dele era tentador, o mesmo sorriso que encantou Dinah desde a primeira vez que os seus olhos pousaram sobre ele.

Dinah precisa sair daquele lugar.

— Sempre gentil. Bem, como o nosso jantar era apenas uma pequena despedida, creio que não vai se importar de eu ter que deixá-lo aqui. Sabe como sou e tenho pilhas de relatórios e reuniões me esperando amanhã bem cedo na empresa.

— Claro. Eu sei sim e se quiser posso acompanhá-la.

— Não precisa, o Saulo está me esperando.

Benicio levantou junto com ela, a conversa ainda não tinha terminado e sentia que ela queria ir mesmo embora.

— Eu desejo todo sucesso do mundo para você.

— Obrigado, Dinah… Por tudo.

Dinah foi se afastando lentamente e não se deixou tocar, pois a ideia de sentir a pele dele na sua poderia fazer com que desistisse de tudo e esquecer aquela dor que vinha sentindo desde o momento que soube de tudo.

Dinah partiu, pisando firmemente no carpete vermelho com o seu salto francês ponta agulha que tinha comprado na sua última viagem à França. Para aquela noite, tinha escolhido um belo longo negro que modelava o seu corpo. Caminhando em direção ao elevador, em nenhum momento, voltou-se para olhar na direção de Benicio.

Porque esse poderia ser um sinal que ele aguardava dela. 

Dinah entrou no elevador ainda em transe, segurando as emoções que agitavam o seu corpo. Estava tão absorvida por seus pensamentos que só reparou que a porta do elevador já estava aberta quando sentiu o ar gelado tocar o seu rosto.

Agora, ali na garagem, viu o seu fiel escudeiro motorista, Saulo que a aguardava como tinha sido ordenado. Aquela saída era discreta e eficaz para muitos clientes do lugar.

O motorista quando a avistou sozinha, mudou o olhar pois esperava ver uma outra cena, então logo se recompôs e abriu a porta de trás da SUV- Honda Urban para que a sua patroa entrasse e assim deixarem o famoso edifício.

O homem não fez nenhuma pergunta e seguiu de volta para o Tower Garden, residência de Dinah Fontanne.

Dinah passou o tempo todo olhando as paisagens da cidade cinza e as luzes que clareavam parte da escuridão do carro, e foi observando o contraste da cidade que deixou as lágrimas descerem.

Ela, que sempre esteve no controle de tudo, sempre foi dona das cartas marcadas, agora sentia-se sem chão.

Ela nunca conheceu o amor de verdade e começou a rir de si mesma, pois pensava como a vida era irônica em só mostrar agora que Benicio era apaixonante.

Quase um ano de relacionamento que poderia acabar a qualquer momento, que tudo era resumido nos pequenos momentos e prazeres da vida, e por tanto negar o que ele queria, agora ela seguiria como sempre foi, sozinha.

Tudo tinha um fim.

E o caso deles não seria diferente, ainda mais com uma terceira pessoa entre eles, a qual Dinah não queria enfrentar.

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