O sol ainda não tinha subido quando Selena abriu os olhos. A luz azulada do amanhecer filtrava pela pequena janela da cabana, e o ar estava frio, cortante, como se a montanha lembrasse a todo instante que ela não era lugar pra fracos.
Ela se sentou devagar no sofá, sentindo o corpo pesar. Tinha dormido pouco e sonhado demais. Sonhos confusos, vozes do passado, toques que já não queria lembrar. Flávio surgia em cada canto da mente. Raivoso, possessivo, sussurrando que ela era dele, só dele, pra