Angels Crying

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Priscilla Tôrres  En proceso
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Resumen
Índice

A jovem Kate, fã da banda de metal melódico "Palante", vivia em Colville, uma cidadezinha do interior nos Estados Unidos. Após o rompimento de um namoro, passou por uma transformação profunda: em uma experiência de quase-morte, transformou-se em um Anjo. Entretanto, ela ainda vive no corpo de uma adolescente que deve levar sua "vida" adiante enquanto passa por uma espécie de "treinamento" para finalmente tornar-se anjo da guarda de um ser humano.

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5 chapters
Capítulo I
O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. https://www.cvv.org.br/LIGUE 188 ----------Ele terminou comigo. E eu? Bom, enquanto dirigia perdida para o norte, eu só pensava em me matar... Apesar de sempre ouvir a voz dele, me dizendo que não era para eu fazer aquilo. Cortar os pulsos com uma tesoura ou entupir-me de remédios? Pareciam opções realmente sedutoras. E lá estava eu, próxima do fim, assentada na beira do lago May, olhando as opções de materiais com os quais eu terminaria minha jornada na terra. Era o final do verão. Isso combinava comigo: o fim da minha vida num fim de verão. Poético.Olhando pelo lado
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Capítulo II
Enrolada em um cobertor grosso, eu estava na sala de estar da minha casa quando meu padrasto trancou a porta. As luzes da ambulância e do carro do xerife foram embora enquanto minha mãe me deu um beijo no rosto e foi até a cozinha buscar algo quente para que eu bebesse.Meu irmão me acompanhou pelas escadas até o banheiro para que eu tomasse um banho enquanto ele separava roupas secas para mim. Ele também me deu um beijo na bochecha e me abraçou, como se a última vez que ele tivesse me visto fosse há uns trinta anos.Sozinha no banheiro, andei como se meus pés não estivessem firmes no chão. Me curvei e abri o chuveiro para que ele pudesse ajudar a encher a banheira. Retirei a calça e a jaqueta molhadas e me olhei no espelho, de corpo inteiro. Imaginei-me com minhas asas e abracei meus próprios braços. Eu estava ali. Viva.Fitei meus cabelos castanhos, lisos e
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Capítulo III
Novamente, eu acordei atrasada. Para variar, Carl entrara no banheiro de cima antes de mim, de modo que eu tive que usar o de baixo, cuja água era um tanto fria. Me arrumei. Jeans normal, jaqueta amarela normal e camiseta branca, como sempre. All Star no pé, caminhei até a cozinha e engoli um bolinho que minha mãe tinha feito ontem. Ela não estava ali, portanto não tive ninguém para me despedir. Abri a porta e, quando achei que tudo não passara de um sonho, lá estavam eles, me ladeando – Elemiah e Daniel, meus anjos da guarda. Achei melhor me acostumar com isso. Infelizmente, eu estava sem o Peugeot e tive que ir a pé para a escola. Não que eu não gostasse de uma boa caminhada pela manhã, mas eu estava cansada pela minha morte de ontem e tal. Os anjos estavam silenciosos caminhando ao meu lado, quando eu tive aquela divina ideia... - O que quer que esteja tramando, a resposta é não – disse Daniel. Ele sempre estava carrancudo quando falava, parecia estar con
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Capítulo IV
Naquela manhã eu senti um cheiro bom no ar. Era comida feita em casa? Eu estava deitada em minha cama, com o sol da manhã batendo em meu rosto. Mas o cheiro era de almoço. Agora sim eu estava em apuros: atrasadíssima para a escola. Ainda bem que o primeiro horário era matemática e o professor não estava. Quem sabe eu conseguiria chegar a tempo das aulas após o almoço? Eram dez da manhã. Peguei minha mochila, ajeitei mais ou menos meu cabelo e percebi que eu estava com uma camisola. Soltei a mochila, peguei uma calça e uma blusa de frio de moletom, correndo para a sala. Minha mãe me olhou, abismada: - Kate? - Mãe! Você não tem que trabalhar? Eu estou atrasada para a escola! - Kate, você está de atestado até a semana que vem. Você está com febre ainda, volte para a cama! - Mãe, o que aconteceu!? – quando ela disse aquilo, eu realmente me senti mal. - Você teve uma crise nervosa. No meio dos exames, você desmaiou de sono e acordou só agora. O méd
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Capítulo V
- Sabe, eu queria mesmo aprender a voar, mas eu não levo jeito para a coisa – eu disse, tentando desesperadamente fazer com que Dan parasse de me jogar do céu ao chão. Melhor dizendo, do céu à água.Nenhuma desculpa adiantava. Eu tentei dizer que ficaria gripada, ou poderia romper algum órgão interno no impacto com a água, mas não consegui tocar o coração daqueles anjos, que agora eram demônios para mim. Quando eu disse pela milésima vez que eu estava cansada, eles ficaram atentos a algo que eu não consegui saber o que era.- Temos que ir – disse Dan em tom de urgência, me carregando para longe.- Já não era sem tempo – eu não fiz mais perguntas: estava cansada demais para querer saber sobre o estranho comportamento deles de pararem o treino duas horas antes do que de costume.Finalmente eu tive um pouco de p
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