SOFIA BELLANDIDaqui a dois dias seria aniversário de Augusto. Já haviam se passado dois meses desde a minha fuga e dois meses convivendo com aquele velho chato, rabugento e muito gostoso.Ele não sabia, mas Alina, Dominic, meus pais, Lucca, Marco, Hana, Enrico, Helena e até Atlas estavam vindo para o Brasil.Convencer Augusto a passar as festas de fim de ano longe de São Paulo não foi tão difícil quanto imaginei. Usei como argumento a necessidade de ficarmos em um lugar mais discreto, distante da imprensa e com segurança suficiente para que eu pudesse circular sem medo de ser reconhecida.Escolhi uma propriedade particular em Angra dos Reis, na Costa Verde. A casa ficava em uma península cercada por mata preservada, com acesso restrito por uma estrada privada, píer próprio e heliponto. Havia câmeras por toda a área externa, guaritas distantes da residência principal e espaço suficiente para acomodar os seguranças sem transformar o lugar em uma base militar visível.Também verifiquei
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