Dante Acordei com o sol atravessando a cortina e a poça de calor ainda ardia no meu peito. Virei para o lado, procurando Cora, e o vazio no lençol me golpeou feito um soco no estômago. Sentei num pulo, o coração batendo descompassado, suando frio. Tudo aquilo — as mãos dela, a boca, os gemidos — não podia ter sido sonho. Mas o cheiro dela ainda estava no travesseiro, entorpecendo minha mente.Então a porta do banheiro rangeu. Cora apareceu emoldurada pela luz quente do corredor, apenas uma toalha branca enrolada frouxamente no corpo, o cabelo molhado escorrendo água pelos ombros. Quando me viu sentado, alarmado, ela sorriu. Não um sorriso bobo. Um sorriso malicioso, de quem já sabia exatamente o que queria.— Relaxa, bebê. Não foi sonho. — Ela desceu os olhos pelo meu torso nu, demorando-se no volume que já crescia sob o lençol. — E eu quero mais.Antes que eu pudesse responder, a toalha caiu. Aos pés dela, quase teatralmente. Cora ficou ali, nua, com a água ainda escorrendo em trilh
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