Me aproximo do grupo, e instantaneamente, todos se levantam e batem continência. A formalidade é um ritual que me irrita, mas a respeito, pois sei que é um símbolo de respeito e hierarquia. Cumprimento cada um, trocando apertos de mão firmes e palavras breves. Felipe, o palhaço da turma, tenta me arrancar algumas risadas com suas piadas, mas minha mente está em outro lugar. E então, como uma praga, Tatiane surge em meu campo de visão. Sua presença me causa repulsa, uma mistura de irritação e desprezo. —Por que não me avisou que viria, Davi? — pergunta ela, com sua voz melosa e um brilho possessivo nos olhos. —Não te devo satisfação, Tatiane — respondo, com frieza, sem me importar em ferir seus sentimentos. —Aí, não fala assim comigo — ela retruca, com um tom manhoso que me dá vontade de vomitar. A mulher é uma sanguessuga, uma parasita que se alimenta da minha atenção. Sinto um impulso incontrolável de acabar com aquela cena patética, de explodir sua cabeça com um tiro certeiro.
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