POV ClariceMeu rosto ardeu igual a ácido caindo na pele quando Ava levantou o braço e sua mão acertou com tudo o meu rosto. O estalo ecoou dentro do veículo. Frank ensaiou sair do lugar, invadindo o banco do passageiro para separar uma suposta briga, coisa que nunca aconteceu.Já era o segundo tapa que eu levava em menos de vinte e quatro horas e não considerava ter merecido nenhum dos dois. Eu olhei para Ava, a mesma mão que me agrediu tampando seus lábios, o choro ganhando vida, cada vez mais forte, até que ela gemesse de dor.No segundo seguinte ela estava me abraçando e me pedindo desculpas.— Eu precisava ter certeza que era real, que você era real — ela disse, afundando o rosto em meu ombro e encharcando as mangas do meu vestido —, eu não acredito que você está viva, Clarice.Ela tocou cada parte do meu corpo, minhas costas, meus braços e meu rosto. Ela sorria, depois chorava e depois voltava a me abraçar com tanta força que eu sentia que minha alma escaparia do meu corpo a qua
Ler mais