Capítulo 66 — O Lugar de DireitoVictoria ClarkO Adrian tinha toda a razão do mundo: ciúmes era, sem sombra de dúvidas, a palavra que melhor definia tudo o que eu havia sentido quando o flagrei abraçado com a Natalie na sala da mansão. Mas, mesmo com esse sentimento chato, incômodo e insistente rastejando pela minha mente, havia outro muito maior que se sobressaía a qualquer insegurança: aquela paixão avassaladora, imensa e incontrolável que eu vinha sentindo por ele a cada novo dia.Por isso, quando ele me encarou com os olhos tão vulneráveis e disse com aquela voz baixa e trêmula de menino assustado: — Não solta a minha mão hoje, Victoria... Por favor — a minha resposta simplesmente não poderia ter sido outra, se não:— Eu não solto, amor. Nem hoje, nem nunca.Levei os meus lábios até os dele em um selinho demorado e reconfortante, selando a nossa promessa silenciosa debaixo das árvores. Logo em seguida, seguimos de mãos dadas, com os dedos firmemente entrelaçados, de volta para
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