"Ana"As imagens da luta de Diego me tiraram o sono. A expressão no rosto dele de raiva e derrota não saía da minha cabeça. Ainda assim, cansada, acordei cedo, corri e nadei um pouco para clarear a mente. Não era só a derrota de Diego que me perturbava; era o fato de ele saber, em parte, para onde eu ia. Infelizmente, descobriu cedo demais. Eu queria ter mais tempo e, agora, mesmo que ele pensasse que eu me encontrava com um namorado, não podia mais visitar meu irmão sem estragar tudo.No caminho para a paróquia, não notei nada suspeito. Passei pelas portas pesadas de madeira, e o silêncio do lugar me envolveu. Sentei-me no primeiro banco, encarando o altar. Fiquei ali, perdida, tentando controlar meus medos. Não sairia pela porta dos fundos nem visitaria Caleb; meu objetivo era ter certeza de que estava mesmo sendo seguida.— Ana? — O padre Thomaz acomodou-se ao meu lado, a voz como um sussurro acolhedor. — Você parece ter visto um fantasma.Levei um susto e coloquei a mão no coração
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