POV Tessa Outubro, 2025. Lucca reclamava muito da privação de sono. Muito. Então, pra falar a verdade? Foi uma surpresa quando, às oito da manhã, ele já tava me ligando perguntando se Theo tinha dormido bem. Fiquei sentada na bancada da cozinha tomando café enquanto Theo destruía um brinquedo infantil na sala e Lucca fazia a centésima pergunta ansiosa da manhã pelo telefone. — Ele tomou a mamadeira toda? — Sim, Lucca. — Dormiu direitinho? — Sim, Lucca. — Chorou muito? — Meu Deus. Você sabe que não é a primeira vez que eu fico com ele, né? Ele ignorou completamente. — E a pomada… — LUCCA. Ouvi Isabel gargalhando do outro lado da ligação. — Amor, pelo amor de Deus, deixa a Tessa respirar. — Obrigada! — respondi automaticamente. Theo soltou um gritinho aleatório da sala, como se quisesse participar da discussão. Comecei a rir involuntariamente. Eu tava adorando aquilo. Então ele finalmente suspirou do outro lado da linha. — Tá. A gente passa aí mais tarde. — Não
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