Bianca MarinoRoco segurou a minha mão e me guiou para fora do quarto.Passamos pelo corredor, descemos as escadas e, quando estávamos na sala, já próximos ao hall de entrada, o celular começou a tocar.Roco soltou a minha mão e pegou o aparelho no bolso. Vi quando sua testa se franziu ao olhar para a tela.Ele resmungou um palavrão baixo, desligou o telefone e o colocou de volta no bolso.Roco — Espere aqui, não vou demorar, e não ouse sair para fora dessa casa sem mim.Assenti, sabendo que, mesmo que saísse, não conseguiria fugir com todos aqueles soldados do lado de fora. E, mesmo que por obra do destino eu conseguisse escapar, Roco mataria os meus pais.Fiquei parada naquela sala ricamente decorada, me sentindo como um objeto de decoração totalmente fora de contexto.Era gritante o contraste entre mim e aquele lugar, e eu não me sentia bem ali.Queria voltar para a minha vila, para a minha casinha.Era difícil, sim. Eu passava fome quase sempre, me matava de trabalhar, com certeza
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