O abraço de Dante envolveu Elena com uma firmeza que não a prendeu, mas a sustentou. Ela sentiu o peito dele contra o seu, o ritmo controlado da respiração, a mão apoiada em suas costas sem ultrapassar o limite que ela ainda não oferecera. Aquela contenção dizia mais sobre ele do que qualquer declaração. Dante a desejava, Elena percebeu isso no modo como a voz dele falhou ao murmurar seu nome, no calor de sua mão, no cuidado quase doloroso com que interrompia o beijo antes que a intensidade se tornasse demais. Mas, acima de tudo, ele a respeitava. E isso a fazia querer ficar ainda mais.Quando se afastaram, ela manteve a testa encostada ao peito dele por alguns segundos. Dante não perguntou se estava bem. Apenas passou os dedos lentamente pelos cabelos dela, uma vez, depois parou, como se até o carinho pedisse permissão.— Eu esperei muito tempo para conseguir respirar perto de alguém. Ela confessou, sem erguer o rosto. — E agora que consigo, tenho medo de que isso seja arrancad
Ler mais