O silêncio ao meu redor era sufocante, pesado como uma cobertura de chumbo. Até que —Um som. Um assobio baixo, suave, vindo de longe, ecoando entre as paredes de plantas.E então, passos.Quase inaudíveis.Leves.Cautelosos.Como os de um predador que sabe exatamente onde a presa está, e caminha sem pressa alguma.Meu corpo enrijeceu imediatamente, os músculos tensos apesar do cansaço. Então ele surgiu, saindo da sombra das árvores como se fizesse parte da própria escuridão.Jasper.Seus olhos bicolores, aquele tom único e inconfundível, recaíram sobre mim, analisando cada detalhe da minha derrota, do meu estado.Não tentei me levantar.Continuei sentada, encolhida e exausta, abaixando o olhar para minhas próprias mãos sujas e arranhadas, incapaz de sustentar o olhar dele. — Celine. Vamos. — a voz dele veio calma, sem emoção.Levantei o olhar devagar, desconfiada, esperando encontrar deboche ou triunfo na sua expressão.Mas não havia sorriso.Não havia zombaria.Nenhuma vitória e
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