Eu chorava copiosamente, tentando fazê-la me ouvir. Mas ela não queria escutar. Tudo que minha mãe queria era me levar para longe da festa, como se eu fosse um monstro que assustaria todo mundo.Enquanto ela me puxava pelo braço com força, machucando-me, eu cravava os calcanhares no chão, tentando impedir que ela me movesse.Senti suas unhas cravarem na minha pele, uma dor horrível me atingindo.A dor era tão forte que as palavras morreram na minha boca. Quando ela abriu a porta de casa, me jogando para dentro, tentei escapar. Não adiantava eu tentar falar que um menino tinha se afogado e precisava de ajuda. Minha mãe nunca me ouvia. Ela sequer se importava com qualquer coisa que eu tivesse a dizer.Ela trancou a porta pelo lado de fora, com a chave. Não pensei duas vezes e pulei pela janela. Por azar, fui parar na frente dela, que já dobrava para ir em direçã
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