Acordei e, por um instante, não vi ninguém na cama. O quarto estava silencioso, apenas o barulho distante da rua e o som suave de Jade respirando. Levantando devagar, ainda com o corpo pesado do sono, fui até o berço. Ela dormia tranquila, o rostinho pequeno escondido na manta, e meu coração apertou de um jeito bom e novo. Senti uma pontada de responsabilidade. Era minha filha, tão pequena, tão frágil… e agora dependia de mim. Suspirei fundo, tentando controlar o nervosismo.Fui direto para o banheiro, liguei o chuveiro e tomei um banho rápido, quase mecânico, enquanto a mente não parava de rodar. Pensava no que ia preparar para ela, no que Benício podia precisar, em como organizar tudo para que ninguém se machucasse ou se sentisse deixado de lado. Saí do banho, ainda enrolada na toalha, e escolhi um macacão confortável, daqueles que são fáceis de vestir e que a deixassem aconchegada. Prendi meu cabelo num coque simples, rápido, porque sabia que o tempo ia ser curto, e me aproximei do
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