LunaEu já estava na terceira bebida, o rosto quente e a mente meio leve, quando senti o clima da balada mudar. Não sei explicar. É como se o ar ficasse mais pesado, mais denso. A música continuava, as pessoas dançavam, mas meu corpo travou por um segundo. Virei de lado e o vi. Diabo.Ele entrou como se fosse dono do lugar. Preto da cabeça aos pés, cordão grosso no pescoço, olhar sério e passo firme. Não procurava ninguém. Ele já sabia onde eu estava. E quando seus olhos bateram nos meus, o mundo ao redor simplesmente silenciou.— Puta que pariu… — murmurou Tatiane.Ele veio andando em minha direção, sem pressa. As pessoas iam abrindo espaço, e mesmo com a luz fraca, dava para ver a tensão estampada em seu rosto.— Posso falar com você? — perguntou ele, a voz baixa, rouca.Eu nem respondi, apenas assenti e me afastei um pouco da pista com ele. Tatiane ficou para trás, me olhando como quem diz "boa sorte".Paramos num canto mais escuro, onde dava para ouvir a música abafada, mas ainda
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