Parecia que já estávamos a horas no chão, porém os tiros não paravam, tudo na minha cabeça parecia um eco distante, não sei se fui atingido por algum disparo, não sei onde o Rodrigo se abaixou, a única coisa que sei é que nós dois estamos lutando pela vida, porque sempre escuto ele falando para não se levantar.— Rodrigo, precisamos acionar a polícia, eles estão com silenciadores, então até alguém perceber o que de fato está acontecendo, vamos morrer. — Sempre jantei com o celular perto de mim na mesa, justamente hoje, quando mais preciso, resolvi não repetir esse mal hábito. — Meu celular está no bolso, porém estou aqui embaixo da cama, não consigo me mexer direito para tirar. — Mas ele vai ter que conseguir, porque o meu está em cima da cama, longe de onde estou ficar se movimentando aqui dentro é a mesma coisa de querer um atestado de óbito. — Escuta! Tenta pegar devagar, sei que a cama é estreita, mas o meu está do outro lado do quarto em cima da cama, até chegar lá, estarei mor
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