CAPÍTULO 156 — INTERFERÊNCIA Depois do limiar, a entidade mudou outra vez. Não na intensidade. Na proximidade. Até então, ela sempre pressionava através de emoções amplificadas, ecos internos, desgaste acumulado ou manipulações sutis da percepção. Mas agora… alguma coisa estava diferente. Mais íntima. Mais difícil de identificar. Como se o espaço entre pensamento e influência tivesse diminuído perigosamente. Davi percebeu isso numa manhã silenciosa. Ele estava parado diante da pia, tentando simplesmente organizar o próprio dia, quando uma ideia atravessou sua mente de forma rápida e limpa. “Ela está cansada por sua causa.” A frase veio inteira. Natural. Sem ruído. Sem sensação externa. E exatamente por isso… assustadora. Porque por um segundo ela pareceu totalmente dele. Não como voz. Não como invasão. Como pensamento legítimo. Davi congelou. O coração acelerou imediatamente. Mas não houve vibração no telefone. Nenhuma oscilação perceptiva. Nada. Só o pensam
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