CAPÍTULO 114 — RASTROO silêncio que ficou depois do encerramento não foi vazio.Foi profundo.E, por isso mesmo, enganoso.Durante alguns minutos, nada mudou. A estrutura permaneceu estável, o ambiente não respondeu, não houve tentativa de reabertura, nem leitura externa evidente. O que antes era campo de confronto agora parecia apenas… inerte.Mas Davi não relaxou.Porque sabia.Silêncio, naquele nível, nunca era ausência.Era atraso.Isadora também percebeu. Não havia tensão imediata, mas havia uma sensação sutil de continuidade, como se algo ainda estivesse em andamento, fora do alcance direto.— Isso não acabou de verdade — disse ela.Davi assentiu.— Não.A resposta veio sem hesitação.Porque ambos entendiam.Eles tinham encerrado o jogo.Mas não tinham eliminado o efeito.O telefone permanecia imóvel sobre a mesa, mas agora não era mais o centro. A presença de Artur já não era ativa ali, mas o rastro do que ele construiu ainda existia.E rastros…não desaparecem.Eles permanece
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