Os dias seguintes foram estranhos. Acho que eu passei por uma espécie de luto, não exatamente só pela perda do meu pai, mas pela ilusão de quem eu achava que ele era. Chorei bastante, fiquei quieta, dormi demais e quase não saí do quarto. Alessandro respeitou cada segundo. Me deixou em paz quando eu precisava, mas nunca ficou longe demais. Ele me mimava, me abraçava, me fazia comer e, às vezes, só ficava deitado ao meu lado em silêncio. Até que, na manhã do quarto dia, eu acordei com uma sensação diferente. Uma determinação, estranhamente firme.
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