Giulia— Ai, Georgina… acho que estou apaixonada — falei, deixando o corpo cair na cama, ainda meio atordoada com a própria confissão.Ela virou o rosto na minha direção quase imediatamente, com um sorriso leve, como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo.— Ué, e isso não é bom? Vocês não estão bem agora?Soltei um suspiro, encarando o teto por um instante antes de responder.— Eu não sei… tem dias que a gente se dá super bem. Ele é carinhoso, cuida de mim, me elogia… a gente tem momentos incríveis. Mas, do nada, ele muda. Tem dias que parece que eu nem existo.Minha voz saiu mais baixa no final, carregada de uma frustração que eu vinha tentando ignorar há semanas.Georgina fez uma careta divertida, balançando a cabeça.— Ai, vocês são muito complicados. Quando eu casar, só vou querer aproveitar meu marido. Nada dessas complicações todas.Não consegui evitar um sorriso pequeno.— Eu realmente espero que seu casamento seja assim, Georgina.E eu esperava mesmo.Porque, no fundo,
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