"Lorena"Quando a Alice chamou pelo pai, os meus olhos automaticamente buscaram os dele. Eu queria saber o que tinha acontecido, queria que tudo isso estivesse morto e enterrado, queria poder correr e abraçá-lo. Mas a única coisa que eu podia fazer era observá-lo.Eu observava o homem imponente parado na soleira da porta. Ele ainda parecia totalmente agitado e irritado como eu vi no escritório, embora também parecesse, como sempre, o dono do mundo ao seu redor, com uma calma controlada por uma frieza que poderia congelar qualquer um, o homem que controlava tudo, aquele que nada atingia. Porém, seus olhos ainda brilhavam com os resquícios de uma fúria domada, como um fogo que está se extinguindo, mas ainda pode queimar. Mas sobre tudo, ele emanava poder e confiança, que, ao mesmo tempo que me fascinava, também me aterrorizava. Mas eu não sentia medo dele, sentia medo do que ele faria quando descobrisse toda a verdade. E o meu maior medo era que ele me expurgasse da sua vida, me afasta
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