"Érick"Eu ainda não tinha dormido. Desde que voltei da boate eu me tranquei no escritório me afogando na minha própria destruição enquanto o peso que eu sentia no peito se transformava em lágrimas. Eu estava acompanhado pela camisa que ela rasgou, as marcas que deixou no meu corpo, o seu cheiro impregnado na minha pele... um maldito perfume novo, doce e amargo ao mesmo tempo, como se junta-se a meiguice de uma com a dominância da outra, era a medida perfeita que tornava aquela mulher ainda mais magnética e fascinante. Pela manhã, sem ter pregado os olhos, eu tomei a minha dose matinal de vodka na vã tentiva de me entorpecer daquala dor. A vodka já nem queimava mais, mas o gosto amargo do absinto da noite anterior continuava queimando no meu peito com a dor de ter sido traído, enganado, feito de idiota pela única mulher que eu amei. Porra! Eu ainda amava aquela mulher com loucura.Eu estava jogado no sofá, de olhos fechados, quando ouvi a porta abrir e ergui a cabeça. O Andrey entrou
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