Capítulo 45 Korine Mille Uma semana depois, já em São Paulo, eu me sentia mais forte, cuidando dos bebês e de mim com atenção, mas determinada a retomar minha vida. O sequestro, as brigas e o hospital em Oia tinham deixado marcas profundas, mas também me deram clareza: eu não podia viver apenas no medo. Naquela manhã, preparei-me para ir ao escritório de detetive. Coloquei uma roupa confortável, peguei minha bolsa e respirei fundo. Eu sabia que precisava voltar ao trabalho, mesmo que de forma leve, porque era parte de quem eu sou. Leonardo, porém, não aceitava. — Korine, você quase perdeu os bebês. Não pode se arriscar agora — disse, preocupado, o olhar carregado de tensão. Olhei para ele com firmeza. — Eu estou me cuidando, Leonardo. Sei dos riscos, sei do que o médico falou. Mas não vou me trancar dentro de casa como se fosse uma prisioneira. Preciso retomar minha vida. Ele suspirou, nervoso. — Eu não quero que nada aconteça com você… nem com eles. Aproximei-me, toquei s
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