Capítulo 12: Álvaro...E agora, sozinho novamente, sentado na poltrona do meu antigo quarto, os meus pensamentos estão a mil... penso no meu filho brincando sozinho, enquanto eu estou aqui, mas é como se não estivesse. E, em meio a isso vem a imagem de Lídia e em como ela não é como as outras. Ela não me usa, não provoca e não precisa de mim.E isso é exatamente o que me apavora, porque pela primeira vez em muito tempo, percebo que talvez seja eu quem preciso dela.O sono veio fragmentado, cheio de lembranças ruins, vozes elevadas, portas batendo, Núbia chorando e os meus filhos me olhando como se eu fosse um estranho.Acordei todo suado, com a respiração descompassada, olhei pela janela e o dia já havia nascido e para mim tinha começado mal... muito mal.Tomei um banho, me arrumei e desci até a sala de estar. As crianças já estavam na mesa, cumprimentei e me acomodei na cadeira na ponta da mesa.A refeição foi tensa desde o primeiro minuto que sentei. João Miguel estava inquieto, res
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