“Guarde para os cinco últimos minutos.” eu disse.As portas se abriram no quinto andar, onde ficava o quarto de Romeo. Ele olhou para Melany, depois para mim. Eu podia ver as diversas combinações de frases se formando na cabeça dele, e tudo para perguntar se Melany dormiria comigo ou não.“Quer que eu…”“Não.” interrompi, sem elevar o tom. “Você já fez o suficiente.”Romeo sustentou meu olhar por um instante a mais, então assentiu de leve, aceitando o limite imposto. Ainda assim, antes de sair, voltou-se para Melany, observando-a com uma atenção mais direta, menos contida do que a que mantinha comigo. “Se precisar de alguma coisa,” disse ele, apoiando a mão na lateral da porta, “é só avisar.”“Obrigada.” Melany sussurrou. Trocamos um aceno antes dele se afastar e as portas voltarem a se fechar. O espaço se contraiu no instante em que as portas se fecharam, não por alteração física, mas pela forma como a presença dela passou a ocupar cada intervalo disponível. Permaneci imóvel, suste
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