EllieEu estava à beira do desespero. Meu coração batia forte no peito, como se quisesse escapar, e o nó na garganta não me deixava respirar. No entanto, apesar de todo aquele medo que me sufocava, reuni coragem e disquei o número de telefone da minha mãe. Eu estava apavorada com a possibilidade de ela me tratar como sempre fazia, com frieza e reprovações, mas também sabia que, se não fizesse isso, nunca conseguiria consertar as coisas entre nós. Eu não queria que nossa última conversa fosse marcada por raiva ou silêncios constrangedores. Meu maior medo era que minha mãe partisse sem que eu pudesse reparar o que havíamos perdido. E, acima de tudo, eu desejava profundamente que ela pudesse se despedir de Karina, que pudessem compartilhar um momento, uma última lembrança, esquecendo o passado por um instante.O telefone tocou incessantemente, e cada toque me partia mais por dentro. Pensei em desligar, deixar tudo como sempre, mas não o fiz. Finalmente, a voz da minha mãe quebrou o silên
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