CAPÍTULO 255 — Onde o Amor se Veste de Branco e Esperança (Ponto de vista de Milagros) Nunca imaginei que organizar um casamento pudesse ser assim. Não havia ansiedade em nenhum momento, nem pressa, porque tudo estava acontecendo sem contratempos. Não existia aquela pressão absurda de que tudo precisava ser perfeito, espetacular, inesquecível para os outros. Muito menos agora, que eu estava na cama, em repouso, com aquela ordem quase sagrada de “não faça nada” pairando sobre minha cabeça como um aviso cheio de carinho. Havia algo melhor: calma. Uma calma estranha, profunda, daquelas que nem nascem porque tudo está resolvido, mas porque você sabe — no corpo, não na cabeça — que não está sozinha. Que, mesmo com o corpo frágil, a alma está amparada. A família inteira tinha se colocado em movimento, mas não como uma loucura desorganizada. Não como aquelas corridas em que todos empurram e ninguém vê se o outro caiu. Eles se moveram como uma rede bem tecida. Daquelas que não se jo
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