Capítulo 95 Assim que saiu do manicômio penitenciário, Camila caminhou até o portão, onde um táxi a esperava. Entrou no carro com passos firmes e voz calma. — Mansão Tavares, por favor. O motorista apenas assentiu e seguiu viagem. Durante o trajeto, Camila manteve o olhar fixo na janela, como se ensaiasse cada palavra, cada gesto. Ao chegar, pagou a corrida, desceu com tranquilidade e caminhou até a porta principal. Tocou a campainha. Do outro lado, Dona Maria, que havia voltado do hospital com Bruna, estava na cozinha tomando um suco. A pequena brincava na sala com sua boneca, assistindo a um desenho animado, rindo sozinha. Ao ouvir a campainha, Dona Maria foi atender com naturalidade. Mas assim que abriu a porta… congelou. Ali, parada diante dela, estava Camila. A mulher que um dia foi esposa de Bruno. A que o abandonou com uma filha pequena. A que reapareceu anos depois, desequilibrada, causando caos. A que foi internada após cometer atos graves — inclusive o
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