Valerie Três dias passaram num piscar de olhos. A cada segundo, restava apenas uma energia inquieta.Durante todo o tempo permaneci encolhida no lugar, constantemente sondando o laço de companheiros. Chamei por ele várias vezes, ansiosa por uma resposta. Não havia nenhuma.Então era isso.Fechei os olhos. Em várias ocasiões quase deixei o desespero me dominar. O impulso de chorar, gritar e quebrar tudo no meu caminho, como fiz na primeira noite do meu cativeiro, era tentador demais, mas não fiz.Acordei, comi como de costume e observei as empregadas chegarem e partirem. Até ofereci sorrisos quando elas chegavam. Se estavam relatando a Alistair — o que eu não duvidava —, podia imaginar que diriam que eu estava agindo assustadoramente normal. Complacente, sem um traço de raiva ou desespero em minhas feições. Talvez dissessem que eu provavelmente havia ficado entorpecida com os eventos ou talvez, só talvez, que eu havia me resignado a acei
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