Eram mal sete da manhã quando o celular de Sutton vibrou na mesinha ao lado da cama do hospital.Ela não havia dormido a noite toda. Mesmo com os analgésicos, toda vez que se mexia durante o sono, a dor a acordava.Luca estava dormindo na cadeira ao lado dela, as pernas compridas esticadas, a cabeça inclinada em direção a ela, mas sem se apoiar. Havia se recusado a ir embora, e em algum momento depois da meia-noite, uma das enfermeiras do plantão havia trazido um colchonete, que ele havia ignorado em favor de ficar mais perto.O celular vibrou de novo. Depois mais uma vez. Ela estava se arrependendo de tê-lo carregado na noite anterior, mas poderia ser uma das irmãs. Embora não achasse que elas ligariam àquela hora da manhã.Sutton esfregou o rosto com uma mão e pegou o celular com a outra, cuidadosa para não acordá-lo. Os dedos estavam rígidos, mas ela conseguiu deslizar para abrir a tela.NÚMERO DESCONHECIDOEla hesitou por um momento, mas atendeu.— Alô?Houve uma pausa. Dep
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