- Ele não sabia que eu estava de castigo. - Confessei, dona Alice me olhou acusatória e negou com a cabeça. - Além disso, ele está passando por uma situação meio chata com a mãe dele então, por favor, hoje não. Tudo bem? - Pedi com os olhos suplicantes em sua direção, ela me encarou por poucos segundos e por fim suspirou assentindo. - Tudo bem, hoje não. Mas não pense que não teremos essa conversa. - Falou, sorri e a abracei. - Obrigado, mãe. - De nada, agora deixa eu ver o que posso fazer para o almoço. Ele vai ficar para o almoço? - Acredito que sim. - Certo, deixa eu ir. - Mais uma vez, obrigado. Ela passou por mim murmurando um "uhum" e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Suspirei em alívio, quer dizer, nem tanto porque dona Alice não vai esquecer sobre isso tão cedo. Mas, focarei no agora, por enquanto. Não demorou muito para ouvir a buzina do carro de Erick na frente do portão da minha casa. Droga, meus irmãos com certeza ouviram e poderiam encher o saco. Abri a
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