POV: Lorenzo De LucaDurante todo o trajeto de retorno em direção ao complexo da Torre De Luca, permaneci em silêncio absoluto no banco de trás, digerindo o aviso de Vittorio. O motorista conduzia o nosso veículo blindado pelas ruas escuras de Milão com habilidade, enquanto eu revia e tentava organizar mentalmente a sequência cronológica de tudo o que havia acontecido nas últimas semanas: a invasão do fotógrafo Carlo Venturi, a execução violenta de Renato Gallo, as mensagens de texto descartáveis, o atentado do disparo na fundação e, agora, o presente anônimo das flores na Villa. Havia um padrão operacional inteligente ali, disso eu não tinha dúvidas; no entanto, a minha racionalidade ainda não conseguia enxergar com clareza a peça que unia os pontos.Meu celular pessoal começou a vibrar fortemente no bolso do paletó, quebrando o silêncio do carro. Era Valentina na linha de comunicação da torre.— Don Lorenzo, me desculpe o incômodo no deslocamento. Nós acabamos de receber da assessor
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