A senhora idosa segurava um terço na mão, girando-o lentamente. Não olhou para Anita, mas disse: "Tenho algo que quero lhe dizer."Não moveu a cabeça, mas lançou-lhe um olhar de soslaio pelo canto do olho.Disse: "Não tenho nenhuma objeção a que você vá trabalhar. Afinal, é a sua liberdade. Não é como se tivéssemos comprado você."Mas acrescentou: "Também me informei sobre o seu trabalho. É um cargo periférico, dispensável, sem perspectivas de futuro. É apenas trabalho braçal, como ser assistente."A expressão de Anita permaneceu inalterada. As palavras eram desagradáveis, mas eram a verdade.A senhora idosa respirou fundo e seu tom suavizou. "Espero, porém, que você entenda o que é mais importante. Seu corpo é seu — mas não é só seu. Cada dia que Miguel permanece como está é mais um dia de risco. Se você, como mãe, não pode estar sempre com ele, tudo bem — mas pelo menos deveria fazer o possível para salvá-lo. Deixando tudo de lado, você deveria cuidar da sua saúde em primeiro lugar
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